Afirmação foi feita por Mário Natali, na Assembleia Legislativa

A Tribuna Popular da Assembleia Legislativa (Ales) recebeu o superintendente do Transcares, Mário Natali, nesta segunda-feira, 5 de agosto. Indicado pelo deputado Capitão Assumção (PSL), ele ocupou parte da sessão ordinária para falar sobre o roubo de cargas em terras capixabas.

Segundo compartilhou, o Estado é referência no combate a esse tipo de delito. Ele citou ações ao longo dos anos que contribuíram para evitar crimes, como o aperfeiçoamento da legislação estadual, a criação de grupos de trabalho entre os órgãos envolvidos na prevenção do delito e a criação da Delegacia Especializada de Crimes contra Transporte de Cargas (DCCTC).

“Com a ajuda dos deputados aprovamos lei para punir quem recebe carga roubada ou fruto de estelionato. Infelizmente, no Brasil, temos redes de farmácias e supermercados que compram produtos roubados e vendem. A Lei 10.638/2017 suspende a inscrição fiscal de quem recebe essas cargas. O Estado tem uma legislação forte produto dessa Casa”, elogiou.

Ele levou números que indicam 71 ocorrências de roubo de cargas no Espírito Santo em 2015. Já neste ano, até julho, foram apenas quatro ocorrências. Apesar da redução, o representante do Transcares mostrou preocupação com a atuação de criminosos de outros estados. “Essas facções estão migrando do norte do Rio de Janeiro pra cá. Já começou a aparecer problema em Mimoso do Sul. Não podemos pagar pra ver”, disse.

O deputado Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido) afirmou que mesmo com a situação controlada no Espírito Santo o Poder Público deve ficar atento. “Temos que chegar antes dos criminosos, com uma atuação profissional para ajudar os policiais na ponta. Temos uma situação ainda aceitável porque eles sabem que se roubarem vão ser presos e a carga recuperada”, garantiu.

Por fim, Natali sugeriu medidas para aperfeiçoar o combate ao roubo de cargas: maior cooperação e integração entre os órgãos responsáveis pela segurança pública, inclusive, com os dos estados vizinhos; uso das redes sociais para criar uma rede de observatório das cargas transportadas; inclusão do Fisco nas operações contra os crimes e agravamento das penas para roubo e receptação de cargas.

Fonte: Assessoria de Comunicação Ales