Entreposto da Zona Franca de Manaus vai operar em maio

O Espírito Santo vive um importante momento logístico. A dragagem do Porto de Vitória foi concluída, existem outros três projetos do modal em curso – que envolvem Portocel, Imetame e Porto Central –, o “novo” aeroporto está recém-inaugurado, assim como o interposto da Zona Franca de Manaus (ZFM). E o centro de distribuição capixaba, cujo início de operação está previsto para maio, nas instalações do Terca, foi o tema da palestra realizada no segundo Almoço Executivo do ano, no Salão de Eventos do Transcares. O convidado desta edição foi o diretor-superintendente do Terca, Sidemar Acosta, que além de apresentar o entreposto, abordou as vantagens de sua operação e a gama de oportunidades que ele oferece ao mercado.

Com a inauguração do centro de distribuição capixaba, a Zona Franca de Manaus possui, agora, cinco entrepostos. Além do Espírito Santo, tem também os de Resende (RJ), Uberlândia (MG), Ipojuca (PE) e Itajaí (SC). As indústrias da ZFM transferem seus produtos para esses armazéns especiais e pagam pela utilização de metros quadros ou cúbicos, ou porta-pallets.

As empresas clientes do centro de distribuição poderão deixar suas mercadorias guardadas por até 180 dias, sem terem de pagar ICMS e tributos federais, e ir legalizando a comercialização de seus produtos por unidade. E fora esses diferenciais competitivos, o superintendente do Terca aposta, ainda, na localização estratégica do Espírito Santo no momento da distribuição das mercadorias.

“Existe uma dificuldade grande da indústria da Zona Franca de Manaus colocar seus produtos nos grandes centros. O entreposto capixaba, além de aproximar o estoque do centro consumidor, vai melhorar o fluxo de caixa das empresas, já que elas têm 180 dias livres de impostos, proporcionará economia e segurança no frete. Isso sem falar na excelente posição geográfica do Estado. Entendemos que o Espírito Santo tem todas as condições de escoar as mercadorias”, destaca ele, defendendo, ainda, a própria posição do Terca, que está na BR 262, a 15 quilômetros do Aeroporto de Vitória e a 24 do complexo portuário da Grande Vitória, pode ser considerada um fator competitivo a mais para o entreposto.

Animado com a inauguração do entreposto e com as oportunidades de relacionamento e novos negócios com grandes empresas do mercado que ele pode gerar, o presidente do Transcares, Liemar Pretti, diz que “o Estado precisa abraçar essa proposta e que o centro de distribuição pode alavancar o Estado como centro logístico do Brasil”.

O superintendente da Fetransportes, Edinaldo Loureiro Ferraz, foi um dos convidados do evento do Transcares e aposta que a inauguração do entreposto somada à recuperação do setor, que começa a dar sinais de retomada, vão movimentar o transporte a curto e médio prazos. “A partir do momento que o entreposto começar a operar, a movimentação de cargas aumentará bastante e o segmento rodoviário será bastante demandado. Vejo este como um projeto de suma relevância para o Estado e para o setor de transportes”, avalia.

Fonte: Assessoria de Comunicação Transcares