Reforma promete corrigir regalias e equilibrar contas

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) já declarou seu apoio à campanha Todos pela Reforma da Previdência – Pro Brasil não Quebrar, elaborada pelo governo federal para esclarecer a população sobre a necessidade de revisão das regras da aposentadoria no Brasil. E no Espírito Santo, tanto a Fetransportes quanto o Transcares já aderiram ao movimento.

A campanha conta com cartazes, material para redes sociais e cartilha que explicam que é preciso reformular a Previdência para garantir que, no futuro, todos tenham direito a benefícios como a aposentadoria.

A Reforma vai corrigir privilégios e promover a igualdade entre os contribuintes. Ao mesmo tempo, vai equilibrar as contas previdenciárias para evitar a quebra do sistema e a instabilidade fiscal, que hoje vêm impedindo o pleno desenvolvimento do país.

Além da CNT, apoiam a mobilização as confederações empresariais da agricultura (CNA), da indústria (CNI), do comércio (CNC), das instituições financeiras (CNF), das seguradoras e de previdência privada (CNSeg) e das cooperativas (CNCoop) e outras entidades.

Por que a CNT apoia a Reforma da Previdência?

O setor transportador participa da mobilização nacional em apoio à Reforma porque considera que as mudanças são fundamentais para garantir o ajuste fiscal e o controle do deficit da Previdência. Essas são condições essenciais para que o Brasil volte a crescer de forma sustentável, gerando riquezas, emprego e renda para a população.

O Brasil está superando a pior crise econômica da sua história, abrindo caminhos para uma retomada vigorosa do crescimento econômico. Em 2017, foram realizados avanços relevantes, como o teto de gastos públicos, a Reforma do Ensino Médio, a terceirização da mão de obra e a nova Lei Trabalhista. Agora, o processo de modernização do Estado deve continuar com as reformas da Previdência e Tributária.

A modernização tornará a máquina estatal mais ágil, enxuta e favorável ao investimento privado. Assim, o Brasil voltará a ser um país promissor e atraente para os investidores nacionais e internacionais. Com as contas equilibradas e com uma forte participação do capital privado nos projetos prioritários para o país, haverá mais recursos para áreas como saúde, educação e infraestrutura.

“A Reforma da Previdência é fundamental para equilibrar as contas públicas e corrigir distorções no Sistema Previdenciário, que vai ficar mais justo e seguro. Ela também é importante porque reafirma o empenho do Brasil em garantir estabilidade e segurança jurídica ao capital internacional interessado em investir no País. Só com a participação da iniciativa privada será possível realizar fortes investimentos em infraestrutura para destravar a economia e fazer o Brasil voltar a crescer em ritmo acelerado”, diz o presidente da CNT, Clésio Andrade.

Presidente da Fetransportes, Jerson Picoli completou as palavras de Andrade. “Nos já estamos atrasados com a Reforma da Previdência. Passamos mais de uma década de uma reforma do sistema, o que significa que não demos espaço para as idades irem aumentando progressivamente. Estamos vivendo uma situação de enorme fragilidade e a reforma vai ter que ser feita”.

Saiba mais sobre a campanha Todos pela Reforma da Previdência – Pro Brasil não Quebrar.

Rombo na Previdência foi de R$ 268,79 bilhões em 2017

O deficit da Previdência Social atingiu R$ 268,79 bilhões no ano passado, somados os regimes geral (RGPS), dos trabalhadores da iniciativa privada e o regime próprio (RPPS) dos servidores públicos federais e militares. O rombo do regime geral foi de R$ 182,4 bilhões, valor 21,8% maior do que o registrado em 2016. O maior deficit desde 1995.

Entenda por que é preciso realizar a Reforma da Previdência agora

Mensalmente, a Previdência Social paga 29 milhões de aposentadorias, pensões e outros benefícios somente no Regime Geral de Previdência Social (RGPS/INSS), garantindo segurança econômica e social aos beneficiários e seus familiares.

Hoje, as despesas do INSS correspondem a 8% do PIB (Produto Interno Bruto), mas as projeções para 2060 apontam que esse percentual poderá chegar a 18% do PIB.

No ano passado, o déficit do RGPS (coberto com recursos da Seguridade Social – da qual a Previdência faz parte) chegou perto de R$ 150 bilhões. A despesa cresce mais se forem adicionados os benefícios pagos aos servidores públicos da União, dos Estados e dos municípios. Em 2016, somente o deficit do Regime Próprio dos Servidores da União (civis e militares) passou de R$ 77 bilhões. Além disso, a população brasileira está envelhecendo, o número de beneficiários cresce a cada ano, o que é mais um fator de desequilíbrio do sistema, que pode quebrar, se nada for feito.

Conheça a proposta de Reforma da Previdência, PEC 287/2016, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência CNT de Notícias e Assessoria de Comunicação Fetransportes